Não são metas. Nunca foram.
O que quero levar comigo este ano não cabe em cadernos novos.
Quero levar a capacidade de começar de novo sem me culpar pelo tempo que levei. Quero levar a coragem de respeitar meus limites. Quero levar a delicadeza de não me abandonar.
Durante muito tempo, levei pesos que não eram meus. Expectativas que não nasceram em mim. Hoje, escolho levar apenas o que me pertence.
Quero levar comigo os dias comuns. Os cafés tranquilos. As conversas sinceras. Quero levar o que me faz sentir em casa dentro de mim.
O resto, deixo ir.
