Cinema & Pipoca

 

Viviane França

Olá! Como vocês estão? Trago hoje a indicação de um filme para vocês assistirem pela JFF Theater (https://pt.jff.jpf.go.jp/), uma plataforma gratuita de streaming da Fundação Japão que oferece filmes e vídeos japoneses online. Mas não se preocupem, todos os filmes possuem legendas em português e em outros idiomas. O intuito da plataforma é promover o cinema do Japão para o mundo.

Esse é um daqueles filmes que me despertou o interesse, assim que li sua sinopse. Mondays: See you “this” week! do diretor Ryo Takebayashi é divertido e instigante. E apesar da premissa simples, há muitas mensagens nesta história.

Vamos conversar um pouquinho sobre ele...

Yoshikawa é uma talentosa publicitária que não está tendo uma boa semana. Em sua agência há muito trabalho – períodos noturnos para cumprir os prazos, noites mal dormidas, um ferimento na cabeça causado por um acidente de trânsito e um estranho pássaro que se choca contra a janela do escritório. Como se a dor de cabeça já não fosse suficiente, seus colegas de trabalho Endo e Murata afirmam que todo o escritório está preso em um loop temporal. No início, Yoshikawa reluta em aceitar a ideia, mas começa a acreditar quando acontecimentos já passados se repetem. Trabalhando juntos, o trio parte para uma difícil tarefa: conscientizar os colegas alheios do problema e encontrar uma forma de pôr fim a essa interminável segunda-feira!


Começamos assistindo ao filme com essa premissa, mas ao longo dos acontecimentos percebemos que o loop temporal traz muitas outras questões. Uma dessas seria a de que todos nós estamos presos a algum tipo de loop quando ‘carregamos’ nossos arrependimentos ao longo da vida. Seja por medo ou recusa de confrontá-los, mas que irão interferir em nosso dia a dia. Pode ser uma entrevista que negamos comparecer, por medo de sermos reprovados ou um livro que escrevemos e não encaminhamos para uma editora, por termos receio de sua avaliação.

Filmado dentro de um ambiente corporativo japonês, o filme desenvolve cada um dos personagens e sua dinâmica com o grupo para contar a história. Ao espectador basta se solidarizar com um ou outro e compreender suas escolhas na vida pessoal e no trabalho.

Um filme que merece ser assistido. Simples na forma, mas surpreendentemente profundo.

(Mondays: See you “this” week! - Japão/2022- Comédia, Drama - 82min - Diretor: TAKEBAYASHI Ryo - Elenco: MARUI Wan, MAKITA Sports, OSAMURA Koki, MIKAWA Yugo, TAKANO Haruki)

Leituras que me surpreenderam em 2025

Viviane França

Olá! Como vocês estão? Hoje quero fazer uma proposta para vocês. Que tal conversarmos sobre as nossas melhores leituras de 2025? Um bate-papo descontraído para falarmos sobre livros que nos marcaram e que, por isso, permanecerão na nossa estante de livros. Obras que sempre indicaremos aos nossos amigos e para aquele leitor que está em busca de boas horas de leituras.

O livro de hoje é bem especial. Na época em que o recebi da editora Intrínseca, já sentia que iria gostar dele, antes mesmo de iniciar sua leitura. Vocês já tiveram essa sensação com alguma obra? Eu tive com Mar da Tranquilidade de Emily St. John Mandel.

Este é um livro que nos conduz através de suas páginas, sem que percebamos para onde estamos indo. A história inicia e deixamos que ela nos leve através dos séculos, ao lado de Gaspery, o viajante do tempo. Nos afeiçoamos de tal modo a ele, que o acompanhamos e o ajudamos a investigar uma anomalia espaço-temporal que entrelaça os destinos de diferentes personagens ao longo da linha do tempo do universo.

O romance pós-apocalíptico traz alguns elementos que eu gosto de encontrar em uma obra, como a viagem no tempo, o amor, a arte e a pandemia. A pandemia... como já a vivenciamos e passamos por este triste período, conseguimos sentir toda a angústia e medo que sente uma das personagens, a escritora Olive Llewelly.

Posso dizer que li o livro sem saber muito bem como era a história. Não desejava detalhes, mas à medida que fui virando suas páginas, fui sendo mais envolvida pelo mundo criado por Mandel.

Mas vamos conhecer um pouco da história...

Tudo começa com Edwin St. Andrew, um garoto de 18 anos que cruza o Atlântico em um navio a vapor, em 1912, após uma discussão acalorada com sua família. Na nova terra, o exilado Edwin se embrenha em uma floresta canadense, fascinado pela beleza da natureza selvagem. Será neste lugar que ele ouvirá as notas de um violino ecoando em um terminal de dirigíveis — experiência que o deixa profundamente perturbado.

Dois séculos depois, Olive Llewellyn, uma escritora famosa, sai em turnê para divulgar seus livros. Ela está viajando por toda a Terra, mas seu lar é a segunda colônia lunar, um lugar feito de pedras brancas, torres pontiagudas e beleza artificial. No best-seller de Olive, um romance pandêmico, há uma passagem estranha: um homem toca violino para ganhar uns trocados no corredor de um terminal de dirigíveis, quando, de repente, as árvores de uma floresta se erguem ao seu redor.

Quando um detetive da Cidade Noite — onde o céu é perpetuamente escuro — é contratado para investigar uma anomalia nas florestas da América do Norte, ele descobre uma série de vidas reviradas: o filho exilado de um conde levado à loucura, uma escritora atormentada enquanto uma pandemia devasta a Terra e uma amiga de infância da Cidade Noite que, como o detetive, vislumbrou a chance de fazer algo extraordinário.

As atitudes de Gaspery, que viaja através dos séculos e se encontra com várias pessoas são questionáveis, porém, apesar de suas decisões interferirem na linha do tempo, não deixamos de acompanhá-lo e caminhar ao seu lado. 1918, 1990, 2008 e, por fim, 2195. Por que esses anos e essas pessoas estão todas interligadas? Apenas lendo a obra para descobrir.

Mas me contem: quais foram aquelas leituras que pegaram vocês de surpresa este ano?

Um bom final de semana!😘😘

O que quero levar comigo este ano...


Não são metas. Nunca foram.

O que quero levar comigo este ano não cabe em cadernos novos.

Quero levar a capacidade de começar de novo sem me culpar pelo tempo que levei. Quero levar a coragem de respeitar meus limites. Quero levar a delicadeza de não me abandonar.

Durante muito tempo, levei pesos que não eram meus. Expectativas que não nasceram em mim. Hoje, escolho levar apenas o que me pertence.

Quero levar comigo os dias comuns. Os cafés tranquilos. As conversas sinceras. Quero levar o que me faz sentir em casa dentro de mim.

O resto, deixo ir.

São Paulo em cores e alegria!

Fevereiro é bem-vindo! Mês de tardes ensolaradas e quentes. Mês de Carnaval! Dias em que os preparativos para a festa estão a todo o vapor. Há blocos de rua, desfiles de escola de samba e muito confete e serpentina em cada canto do país. Mas também é uma época que muitas pessoas viajam e aproveitam para descansar.

Cinema & Pipoca

Viviane França 

Olá! Sempre achei sexta-feira com cheirinho de pipoca. Talvez seja porque os filmes, há uns anos, eram lançados nos cinemas nas sextas. Hoje, eles chegam na salinha escuras às quintas-feiras, por isso, muitos filmes já estrearam na telinha.

Hoje, trago a indicação da comédia dramática Família de Aluguel, estrelada pelo ator norte-americano Brendan Fraser e dirigida por Hikari, cineasta japonesa que se inspirou na própria história e na curiosa indústria das “famílias de aluguel”. Em parceria com  Stephen Blahut , ela escreveu o roteiro do filme.

 

Na história, acompanhamos Phillip (Brendan Fraser), ator estadunidense que fez carreira no Japão ao estrelar comerciais de pasta de dente. Anos após o auge e com dificuldade em encontrar novos papéis, ele entra para o ramo de “famílias de aluguel”, em que agências fornecem atores para se passarem por membros da família daqueles que os contratam. Na nova profissão, Phillip começa a estabelecer vínculos reais que o fazem refletir, confrontar as próprias verdades e, principalmente, descobrir novas formas de se conectar com os outros e consigo mesmo.

O longa que estreou no último dia 8, conta com um talentoso elenco composto por Takehiro Hira (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão), Akira Emoto (Shin Godzilla), Mari Yamamoto (Pachinko) e a jovem Shannon Mahina Gorman, que fez sua estreia nos cinemas.

Família de Aluguel da Searchlight Pictures já está em cartaz nos cinemas.

Um entardecer...


Presente para os nossos olhos e inspiração para a mente

Cinema & Pipoca

 

Viviane França
 
Olá! Fim de semana chegando! Há um belo e sensível filme para vocês assistirem pela JFF Theater (https://pt.jff.jpf.go.jp/), uma plataforma gratuita de streaming da Fundação Japão que oferece filmes e vídeos japoneses online. Mas não se preocupem, todos os filmes possuem legendas em português e em outros idiomas. O intuito da plataforma é promover o cinema do Japão para o mundo.

Hoje assisti ao longa Megane Glasses do diretor Naoko Ogigami. Com sua câmera que nos convida a caminhar em silêncio ao lado da protagonista, vamos conhecendo o lugar e os outros personagens através de suas ações e poucas palavras. A delicadeza da história está em sua forma de contar. Cada personagem possui a sua narrativa e caberá ao espectador descobrir e interpretar cada uma delas.


Assim que aterrizamos na misteriosa ilha, ao lado da solitária Taeko (Satomi Kobayashi), aprendemos a abraçar seu charme peculiar. Taeko chega sozinha e é a única hóspede na pousada administrada por Yuji (Ken Mitsuishi), que passa o tempo com Haruna (Mikako Ichikawa), uma jovem professora que aguarda a chegada de Sakura (Masako Motai), que vende raspadinha na praia todas as primaveras. Conforme Taeko passa cada vez mais tempo na ilha descobre a alegria de viver livremente.

Série Emoções que nos habitam, Dificuldade em Perdoar


Dificuldade em Perdoar

10o Encontro – O Caminho para a Leveza Interior

Perdoar é um ato profundamente humano, mas nem sempre fácil. A dificuldade em perdoar surge quando a dor causada por alguém ou por uma situação parece maior do que nossa capacidade de compreensão. Muitas vezes, acreditamos que perdoar significa concordar com o que aconteceu — mas, na verdade, o perdão é um presente que oferecemos a nós mesmas, uma escolha de não carregar mais o peso da mágoa.

A resistência ao perdão pode se mostrar de várias formas, como: relembrar constantemente a situação dolorosa; sentir raiva, mágoa ou ressentimento recorrente; bloquear relacionamentos por medo de se ferir novamente; desejar de vingança ou dificuldade de confiar; ter rigidez emocional que impeça a entrega ao presente. Essas dificuldade funcionam como uma corrente que prende ao passado.

Quando não conseguimos perdoar, os efeitos se espalham para diferentes áreas da vida: sentimos -um peso emocional que rouba energia e vitalidade; dificuldade em criar vínculos leves e saudáveis; alimentação de sentimentos de amargura e hostilidade; impacto negativo na saúde física, como tensões e estresse; bloqueio para novas oportunidades e experiências. O não perdão, muitas vezes, fere mais quem o carrega do que quem o provocou.

Os Florais de Bach oferecem apoio no processo de abertura ao perdão:

. Willow: para dissolver ressentimentos e mágoas acumuladas.

. Holly: para transformar sentimentos de raiva e hostilidade em amor.

. Star of Bethlehem: para curar feridas emocionais profundas.

. Pine: para quem também precisa perdoar a si mesma.

Essas essências ajudam a suavizar o coração e abrir espaço para a compaixão.

O caminho para o equilíbrio

O perdão é um processo, não um ato instantâneo. Alguns passos que podem ajudar: reconhecer a dor e dar voz ao que foi sentido; separar o ato da pessoa — entendendo que perdoar não é justificar, mas libertar; praticar a compaixão, colocando-se no lugar do outro; trabalhar também o autoperdão, muitas vezes esquecido; apoiar-se em florais, práticas terapêuticas e rituais de soltura para facilitar a liberação do peso. 

Perdoar é um movimento de coragem e amor-próprio.

A dificuldade em perdoar é natural, mas não precisa ser permanente. Ao escolher o perdão, você não apaga o que aconteceu, mas decide não carregar mais o fardo da dor. É um ato de liberdade, um reencontro com sua paz interior. Perdoar é se permitir viver mais leve e em paz consigo mesma.

Descanso e diversão...

 

Viviane França

Olá! Aproveitei o fim de semana tranquilo para assistir a um filme, um romance pós-apocalíptico curioso e ’inventivo’, no Prime Video. Love Me, dirigidos pelos cineastas Sam Zuchero e Andy Zuchero, é um filme que, talvez, nem todos irão gostar. Com uma história curiosa, ele nos transporta para uma época em que a humanidade está extinta e só resta em solo terrestre e na órbita da Terra os apetrechos tecnológicos deixados para trás em pleno funcionamento.

É neste cenário que conhecemos uma boia computadorizada (Kristen Stewart) e um satélite (Steven Yeun) que se ‘encontram’ – cada qual em seu lugar, a boia no mar e o satélite no espaço - e passam a se comunicarem digitalmente. A curiosidade e empatia os levam a se apaixonarem um pelo outro. A boia, então, tem a ideia de ambos transferirem as suas informações e consciências para dois corpos físicos à imagem de um casal de influenciadores, que ela descobre vagando pelas redes sociais. Eles servirão aos dois como modelos de comportamento. Beijar, cozinhar, beber água, cantar, enfim, viver um cotidiano.

Neste momento da narrativa, o filme é dividido em três estilos visuais: a realidade, com a boia e o satélite; a realidade virtual em stop-motion com captura de movimento e a presença real dos atores ‘de carne e osso’ mais para o final do filme. Essa experiência de assistir aos três tipos de estilos é, no início, interessante, mas vai perdendo o brilho com o passar das cenas, o que não significa que a história deixa de ser interessante.

Fugindo da narrativa tradicional, Love Me convida o espectador a embarcar em uma jornada de experimentação.Que tal ousar?