Visitas, histórias e museus

 

Olá! Como vocês estão?

Em um sábado ensolarado, fui visitar Santana de Parnaíba, uma pequena e linda cidade do interior do estado de São Paulo. Como curiosidade, a cidade foi fundada em 1580, época em que ela foi um dos pontos de partida das expedições dos bandeirantes pelo interior do território. Em 1982, a cidade foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).

Para quem gosta de história, o Centro Histórico é um museu a céu aberto. Calce um sapato confortável ou um tênis e se prepare para caminhar por suas ladeiras. Não se esqueça da máquina fotográfica ou do celular para tirar lindas fotos! Há casas e sobrados construídos entre os séculos 16 e 20, a Igreja Matriz de Santa Ana com sua única torre e altares em estilo rococó, uma praça com jardins, bancos e um coreto, além de monumentos com obras ao ar livre – como as 17 estátuas do Monumento Caminhos do Tietê - e o Museu Anhanguera.


Hoje, visitei o Museu Anhanguera, um imóvel do século XVII que foi propriedade do bandeirante Bartolomeu Bueno, o Anhanguera. A casa foi tombada em 1958 e transformada em museu. Além de painéis com fotos e a história do início da colonização do Brasil, há um acervo material. Gostei especialmente dos móveis, da cama, dos armários, das lamparinas usadas por eles. Foi como retornar no tempo e sentir seus antigos moradores caminhando pelos cômodos da casa!
 

E depois de tanto caminhar escolha um dos cafés ou docerias que ficam próximos à praça. Fiz uma pausa em um desses cafés, que também trazia um espaço com o rico artesanato da região. O café era passado na hora, em um charmoso coador de tecido, e servido, junto com o leite, em uma garrafa térmica. O cafezinho estava delicioso!

Instantes

 

 

Uma casa de madeira, uma árvore antiga, algumas flores e a tranquilidade de uma manhã.

Nada de extraordinário. E talvez seja justamente aí que mora a beleza.

Naqueles pequenos momentos em que a vida, sem fazer barulho, nos convida a  olhar.

Com carinho,

Maria Cristina


Entre Livros

No último domingo terminei a leitura de Um amor de despedida da autora sul-coreana Seo Eun-chae. Uma obra curta da editora Intrínseca – são 206 páginas – que nos leva a uma viagem emocional. A autora nos traz uma história de amizade, amor, arrependimentos, despedidas e luto com sensibilidade, por vezes, nos surpreendendo com seus diálogos.

Vamos conhecer um pouquinho da obra...

Heewan vive há seis anos carregando a culpa pela morte de seu melhor amigo e primeiro amor, Ramwoo, que morreu tentando salvá-la em um acidente. Certo dia, ela o vê debaixo de uma cerejeira, aparentando estar mais velho. Porém, a realidade é ainda mais surpreendente: Ramwoo tornou-se um Ceifador, responsável por conduzir almas após a morte. Sua missão agora é avisar Heewan de que ela tem apenas sete dias de vida.

Diante dessa notícia, Ramwoo incentiva a amiga a escrever uma lista de desejos. Os dois embarcam em uma jornada para realizá-los, revisitando lembranças e enfrentando sentimentos que permaneceram guardados durante anos.

Com uma escrita fluida e capítulos curtos, a autora alterna passado e presente para contar essa história. Vamos de um tempo ao outro para compreendermos o curso dos acontecimentos e, com isso, conhecer com profundidade cada personagem. Falar um pouquinho mais sobre o enredo seria tirar o gostinho da surpresa da história, que segue por um caminho que me surpreendeu. 

Com carinho,

Maria Cristina 

Entre Filmes

 

Viviane França

Quem sou eu? Essas são as primeiras palavras que o Dr. Ryland Grace diz ao acordar, sozinho, dentro de uma nave espacial, em algum ponto do espaço.

Assim começa a história de Devoradores de Estrelas, livro escrito por Andy Weir que foi adaptado para o cinema pela dupla de cineastas Phil Lord e Christopher Miller.


Quem me acompanha há um bom tempo, já sabe que eu não sou uma leitora que aprecia assistir histórias baseadas em obras transpostas para a grande tela. Geralmente, essas versões percorrem um caminho diferente das narrativas escritas nas páginas do livro.

Mas, como crítica de cinema, devo admitir que isso se faz necessário. Um roteirista precisa reconstruir uma história escrita no papel, transformando os capítulos em cenas visuais com cenários e diálogos. E Drew Goddard conseguiu fazer isso com muita sensibilidade. Conhecido por também roteirizar ‘Perdido em Marte’, Goddard tornou o filme de quase três horas de duração em uma viagem divertida e emocionante.

Vocês já leram o livro? Eu o conheci alguns anos atrás, depois de descobrir outro romance de Andy Weir em uma biblioteca. Foi ‘Perdido em Marte’. Algum tempo depois, a obra ganharia uma adaptação para o cinema estrelada por Matt Damon.  Desde então, Andy Weir passou a ser um dos meus autores favoritos.

Mas vamos conversar um pouco sobre o filme, que acerta por trazer como protagonista Ryan Gosling, um dos atores mais versáteis e talentosos da sua geração. Na história, ele vive o professor de ciências Ryland Grace que acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de como chegou lá. Único sobrevivente da missão, ele não se lembra do próprio nome e muito menos do que precisa fazer. Tudo o que sabe é que dormiu por muito tempo. Conforme sua memória retorna lentamente, Grace descobre que deve resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazendo o sol se apagar. Mas a missão muda completamente quando surge outra nave no mesmo sistema solar onde a nave de Grace se encontra. Nesse momento, sua missão ganha um novo significado.

Com uma bela trilha musical, diálogos inspiradores e personagens cativantes – a atriz Sandra Hüller nos conquista no seu papel como a diretora responsável pelo Projeto Hail Mary, Eva Stratt -, ‘Devoradores de Estrelas’ nos leva a caminhar ao lado de seus heróis. Ao nos despedirmos deles, fica um aperto no coração.

Ficou com vontade de dar o play? O filme pode ser assistido na Prime Video. Uma boa viagem!

Cultura pelo Centro Histórico de São Sebastião

 

Hoje fui para São Sebastião, a mais antiga cidade do litoral norte, para caminhar pelo seu Centro Histórico do século XVII. Da orla central podemos avistar o arquipélago Ilhabela com sua cadeia de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. É uma linda vista para se contemplar sentada nos bancos de madeira da Praça da Cultura, que ficam posicionados de frente para o Canal de São Sebastião. A vista panorâmica dos picos da ilha é um descanso para os olhos, assim como o vaivém das balsas e dos veleiros.

São Sebastião possui casarões coloniais e é uma cidade bonita para se visitar. Hoje conheci a Casa da Cultura, instalada em um belo prédio do século XIX. O espaço oferece oficinas para todas as faixas etárias, exposições de artes plásticas, apresentações musicais e diversos eventos culturais que celebram a memória caiçara de São Sebastião.


Na praça também há a Casa Caiçara, um espaço que reconstrói fielmente as antigas moradias dos pescadores do litoral, feita com paredes de pau-a-pique e fogão a lenha.

Caminhar pelo Centro Histórico dessa charmosa e tranquila cidade litorânea é uma forma de viajar no tempo.

Instantes

 

Pequenas pausas que aquecem o coração e convidam a olhar o mundo - e a si mesmo - com mais serenidade. 

(Parque Ibirapuera - São Paulo - Brasil.)

Com carinho

Maria Cristina 

Instantes

 

”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”

Com carinho

Maria Cristina