Passei por um parque de diversões em uma cidade praiana.
Era um parque antigo, daqueles que o tempo já tocou com suavidade —tintas um pouco desbotadas, estruturas que guardam histórias… mas ainda vivo.
E, mesmo assim, ainda pulsava alegria.
As crianças corriam, riam alto, se encantavam com tão pouco — como se ali existisse um mundo inteiro, simples e suficiente.
Havia algo de bonito nisso.
Porque, enquanto eu observava, percebia que não era só sobre o parque.
Era sobre o que ele despertava.
Lembranças de um tempo mais leve, onde a felicidade cabia em pequenos instantes, onde o sentir era inteiro, sem pressa, sem medida.
Uma saudade suave… não exatamente do lugar, mas da forma de sentir.
Talvez a gente não perca isso completamente.
Talvez essas partes mais puras de nós apenas fiquem adormecidas, esperando um momento — um cenário, um cheiro, um som — para reaparecer.
E, por alguns segundos, ali… diante daquele parque antigo, eu senti de novo.
Como se algo dentro de mim ainda soubesse exatamente o caminho.
Com carinho,
Maria Cristina

