Instantes

 

 

Uma casa de madeira, uma árvore antiga, algumas flores e a tranquilidade de uma manhã.

Nada de extraordinário. E talvez seja justamente aí que mora a beleza.

Naqueles pequenos momentos em que a vida, sem fazer barulho, nos convida a  olhar.

Com carinho,

Maria Cristina


Entre Livros

No último domingo terminei a leitura de Um amor de despedida da autora sul-coreana Seo Eun-chae. Uma obra curta da editora Intrínseca – são 206 páginas – que nos leva a uma viagem emocional. A autora nos traz uma história de amizade, amor, arrependimentos, despedidas e luto com sensibilidade, por vezes, nos surpreendendo com seus diálogos.

Vamos conhecer um pouquinho da obra...

Heewan vive há seis anos carregando a culpa pela morte de seu melhor amigo e primeiro amor, Ramwoo, que morreu tentando salvá-la em um acidente. Certo dia, ela o vê debaixo de uma cerejeira, aparentando estar mais velho. Porém, a realidade é ainda mais surpreendente: Ramwoo tornou-se um Ceifador, responsável por conduzir almas após a morte. Sua missão agora é avisar Heewan de que ela tem apenas sete dias de vida.

Diante dessa notícia, Ramwoo incentiva a amiga a escrever uma lista de desejos. Os dois embarcam em uma jornada para realizá-los, revisitando lembranças e enfrentando sentimentos que permaneceram guardados durante anos.

Com uma escrita fluida e capítulos curtos, a autora alterna passado e presente para contar essa história. Vamos de um tempo ao outro para compreendermos o curso dos acontecimentos e, com isso, conhecer com profundidade cada personagem. Falar um pouquinho mais sobre o enredo seria tirar o gostinho da surpresa da história, que segue por um caminho que me surpreendeu. 

Com carinho,

Maria Cristina 

Entre Filmes

 

Viviane França

Quem sou eu? Essas são as primeiras palavras que o Dr. Ryland Grace diz ao acordar, sozinho, dentro de uma nave espacial, em algum ponto do espaço.

Assim começa a história de Devoradores de Estrelas, livro escrito por Andy Weir que foi adaptado para o cinema pela dupla de cineastas Phil Lord e Christopher Miller.


Quem me acompanha há um bom tempo, já sabe que eu não sou uma leitora que aprecia assistir histórias baseadas em obras transpostas para a grande tela. Geralmente, essas versões percorrem um caminho diferente das narrativas escritas nas páginas do livro.

Mas, como crítica de cinema, devo admitir que isso se faz necessário. Um roteirista precisa reconstruir uma história escrita no papel, transformando os capítulos em cenas visuais com cenários e diálogos. E Drew Goddard conseguiu fazer isso com muita sensibilidade. Conhecido por também roteirizar ‘Perdido em Marte’, Goddard tornou o filme de quase três horas de duração em uma viagem divertida e emocionante.

Vocês já leram o livro? Eu o conheci alguns anos atrás, depois de descobrir outro romance de Andy Weir em uma biblioteca. Foi ‘Perdido em Marte’. Algum tempo depois, a obra ganharia uma adaptação para o cinema estrelada por Matt Damon.  Desde então, Andy Weir passou a ser um dos meus autores favoritos.

Mas vamos conversar um pouco sobre o filme, que acerta por trazer como protagonista Ryan Gosling, um dos atores mais versáteis e talentosos da sua geração. Na história, ele vive o professor de ciências Ryland Grace que acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de como chegou lá. Único sobrevivente da missão, ele não se lembra do próprio nome e muito menos do que precisa fazer. Tudo o que sabe é que dormiu por muito tempo. Conforme sua memória retorna lentamente, Grace descobre que deve resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazendo o sol se apagar. Mas a missão muda completamente quando surge outra nave no mesmo sistema solar onde a nave de Grace se encontra. Nesse momento, sua missão ganha um novo significado.

Com uma bela trilha musical, diálogos inspiradores e personagens cativantes – a atriz Sandra Hüller nos conquista no seu papel como a diretora responsável pelo Projeto Hail Mary, Eva Stratt -, ‘Devoradores de Estrelas’ nos leva a caminhar ao lado de seus heróis. Ao nos despedirmos deles, fica um aperto no coração.

Ficou com vontade de dar o play? O filme pode ser assistido na Prime Video. Uma boa viagem!

Cultura pelo Centro Histórico de São Sebastião

 

Hoje fui para São Sebastião, a mais antiga cidade do litoral norte, para caminhar pelo seu Centro Histórico do século XVII. Da orla central podemos avistar o arquipélago Ilhabela com sua cadeia de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. É uma linda vista para se contemplar sentada nos bancos de madeira da Praça da Cultura, que ficam posicionados de frente para o Canal de São Sebastião. A vista panorâmica dos picos da ilha é um descanso para os olhos, assim como o vaivém das balsas e dos veleiros.

São Sebastião possui casarões coloniais e é uma cidade bonita para se visitar. Hoje conheci a Casa da Cultura, instalada em um belo prédio do século XIX. O espaço oferece oficinas para todas as faixas etárias, exposições de artes plásticas, apresentações musicais e diversos eventos culturais que celebram a memória caiçara de São Sebastião.


Na praça também há a Casa Caiçara, um espaço que reconstrói fielmente as antigas moradias dos pescadores do litoral, feita com paredes de pau-a-pique e fogão a lenha.

Caminhar pelo Centro Histórico dessa charmosa e tranquila cidade litorânea é uma forma de viajar no tempo.

Instantes

 

Pequenas pausas que aquecem o coração e convidam a olhar o mundo - e a si mesmo - com mais serenidade. 

(Parque Ibirapuera - São Paulo - Brasil.)

Com carinho

Maria Cristina 

Instantes

 

”Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de uma árvore, um pedaço de mar e um horizonte onde possa descansar.”

Com carinho

Maria Cristina

Uma tarde de inverno em São Paulo

 

Hoje, São Paulo me presenteou com uma daquelas tardes de inverno que parecem ter sido cuidadosamente pintadas.

Enquanto passava por uma avenida, fui tomada por uma emoção difícil de explicar. Os altos prédios estavam banhados pela luz dourada do sol. Seus raios se refletiam nas grandes janelas envidraçadas, transformando concreto e vidro em pequenos espelhos de luz.

Entre os edifícios, um céu intensamente azul fazia questão de ser notado, como se pedisse, em silêncio, que alguém diminuísse o passo apenas para contemplá-lo. Algumas árvores, espalhadas ao longo da avenida, completavam a paisagem com sua presença discreta, lembrando que a natureza sempre encontra um jeito de participar da cidade.

Os carros, apressados, aguardavam impacientes a abertura do semáforo. Cada motorista parecia envolvido em seus próprios compromissos, sem perceber que também fazia parte daquela cena. Eram personagens de uma beleza que talvez passasse despercebida para muitos.

Continuei meu caminho. A avenida ficou para trás, mas aquele instante permaneceu comigo.

Alguns momentos são assim. Duram apenas alguns minutos, mas encontram um lugar permanente dentro de nós.

A fotografia eternizou a paisagem. Meu coração guardou a emoção.

Com carinho,

Maria Cristina