Observo as pessoas que passam pela rua e não consigo deixar de pensar que cada uma delas carrega uma história diferente.
Algumas levam mochilas pesadas nas costas. O peso parece fazê-las inclinar o corpo para frente, como se cada passo exigisse um esforço a mais. Outras caminham apressadas, com os olhos fixos em algum destino que não querem perder. Há também aquelas que seguem em silêncio, mergulhadas em pensamentos que ninguém ao redor é capaz de adivinhar.
Às vezes elas se esbarram. Trocam um rápido pedido de desculpas e continuam seu caminho. Cada uma seguindo sua própria jornada, ocupada demais para perceber as histórias que cruzam a sua.
Fico observando por alguns minutos e me pergunto quais fardos carregam. Quais preocupações habitam aqueles semblantes sérios? Quais sonhos ainda esperam realizar? Quais dores escondem atrás de um sorriso apressado?
Então me ocorre que talvez as mochilas visíveis sejam as mais leves. Muito mais pesados podem ser os pesos invisíveis que cada pessoa leva dentro de si: as perdas, as saudades, os medos, as responsabilidades, as expectativas e as batalhas que ninguém vê.
Talvez seja por isso que a gentileza seja tão importante. Nunca sabemos o tamanho da mochila invisível que o outro está carregando.
E enquanto observo as pessoas desaparecerem na multidão, levo comigo esse pensamento: todos estamos caminhando, cada um à sua maneira, tentando seguir em frente com os pesos que a vida nos confiou.
Com carinho,
Maria Cristina
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