Hoje fui
para São Sebastião, a mais antiga cidade do litoral norte, para caminhar pelo
seu Centro Histórico do século XVII. Da orla central podemos avistar o arquipélago
Ilhabela com sua cadeia de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. É uma linda vista
para se contemplar sentada nos bancos de madeira da Praça da Cultura, que ficam
posicionados de frente para o Canal de São Sebastião. A vista panorâmica dos
picos da ilha é um descanso para os olhos, assim como o vaivém das balsas e dos
veleiros.
São
Sebastião possui casarões coloniais e é uma cidade bonita para se visitar. Hoje conheci a Casa da Cultura, instalada em um belo prédio do século XIX. O espaço
oferece oficinas para todas as faixas etárias, exposições de artes plásticas,
apresentações musicais e diversos eventos culturais que celebram a memória
caiçara de São Sebastião.
Na praça
também há a Casa Caiçara, um espaço que reconstrói fielmente as antigas
moradias dos pescadores do litoral, feita com paredes de pau-a-pique e fogão a
lenha.
Caminhar
pelo Centro Histórico dessa charmosa e tranquila cidade litorânea é uma forma
de viajar no tempo.
Olá! Como
vocês estão? Hoje, nosso bate-papo será sobre uma exposição que visitei, na
última quinta-feira, na Japan House, em São Paulo.
Vocês já visitaram a Japan House? Além de exposições, ela também traz eventos, restaurantes, lojas e atividades culturais. Pelo mundo, há apenas unidades em três países: Brasil (São Paulo), Reino Unido (Londres) e
Estados Unidos (Los Angeles). Cidades escolhidas pelo governo
japonês para sediar as primeiras Japan Houses, com o objetivo de promover a
cultura japonesa contemporânea. A arquitetura do prédio é uma obra de arte, com sua estrutura de madeira. Quem tiver oportunidade de visitar, a entrada é gratuita.
Fui a Japan House para ver a Expo 2025 Osaka, Kansai, Japão, uma exposição que convida o visitante a pensar sobre como nós, indivíduos,
desejamos viver nossas vidas. Ela reúne algumas das iniciativas japonesas
relacionadas à sustentabilidade e à cultura alimentar.
Assim que o visitante entra na
exposição, ele é apresentado a marquete do Grand Ring. Um projeto arquitetônico
criado pelo renomado arquiteto Sou Fujimoto para a Expo Osaka 2025. A estrutura
de madeira em forma de aro ocupa 155 hectares em Yumeshima – ilha artificial
localizada no Mar Interior de Seto -, com uma área central de pavilhões. Mas
como não estamos do Japão, o Pavilhão do Japão na Expo Osaka 2025 é apresentado ao visitante através
de vídeo, com seus projetistas expondo suas ideias.
Mas além de apreciar estes
destaques da mostra, os visitantes poderão conhecer produtos alimentícios
desenvolvidos pelo Japão. São 25 itens apresentados - réplicas realistas para o
público conhecer - que trazem contribuição para melhorar a alimentação ao redor
do mundo. E, se o visitante desejar, há uma bancada que reúne quatro
alimentos secos exibidos na exposição, para que o público possa sentir seus
aromas. Eu senti o aroma de cada um, e depois, li no painel a composição dos
alimentos. Como o Kombu que é uma alga marinha rica em nutrientes e o Kanten,
substância gelatinosa feita de algas marinhas. Foi interessante, pois pude conhecer
a cultura alimentar do Japão.
A exposição é uma oportunidade para que todos possam vivenciar o futuro da tecnologia, da sustentabilidade e da cultura global.

Olá! Como
vocês estão? Hoje, quero indicar para vocês uma bela exposição que visitei no
Centro Cultural Coreano, em São Paulo.
Intitulada Pintura
Coreana: carimbo e design, esta é a primeira exposição de Suldurumi (술두루미) fora da Coreia do Sul. Em seu trabalho, o artista
traz elementos como o bojagi (보자기) – arte têxtil que une
retalhos geométricos em um tecido único -, e o minhwa (민화),
pintura folclórica coreana bastante popular entre os séculos XVIII e XIX, que
retratava o cotidiano e os costumes da Coreia da época.
Em suas releituras, Suldurumi
reproduz cenas das obras milenares sul-coreanas através de impressões gráficas,
pinturas e sobreposição de carimbos, utilizando a arte tradicional coreana como
uma fonte de criação contemporânea. O artista se inspira na poesia de Yun
Dong-ju (윤동주) (1917-1945), reconhecido por
seus poemas de resistência durante a ocupação japonesa, para a criação de
algumas de suas obras.
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Mas além de apreciar o trabalho
do artista no espaço, os visitantes poderão testar os conjuntos de carimbos das
releituras das obras tradicionais coreanas feitas por Suldurumi, levando-as
como lembrança da experiência.
Na entrada da exposição, o visitante recebe dois
papéis para poder escolher sua imagem e carimbar. E cada imagem possui o seu
significado. Eu escolhi três delas, a pintura onde o pega (pássaro) simboliza
sorte e o tigre atua como mensageiro, afastando espíritos malignos; a Hwajoyeongmodo
(peixes), pintura que representa a felicidade da família e sucesso pessoal e a
Irworobongdo, pintura que era geralmente colocada atrás do trono real durante a
Dinastia Joseon e que retrata o sol, a lua e cinco montanhas. Todas essas três pinturas
são de artistas anônimos.
A pintura Irworobongdo, que eu
mais gostei de ‘montar’, possui quatro etapas, sendo que cada carimbo cria uma
imagem. É uma oportunidade de se envolver com arte do artista e de aprender sobre
a cultura sul-coreana.
Cultura Máscaras Hahoe
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Quem for visitar as exposições do Centro Cultural Coreano, em São Paulo, poderá conhecer peças que fazem parte da tradição da cultura coreana. Uma dessas peças são as Máscaras Hahoe.
Quando o visitante subir as escadas para ir na biblioteca que fica no 1º andar, irá se deparar com quatro máscaras expostas em uma das paredes. Essas lindas peças
entalhadas em madeira fazem parte da cultura do país e são consideradas
como Tesouro Nacional Sul-Coreano.
São nove, datadas da época da
Dinastia Goryeo. Cada uma delas
representa um personagem: Yangban (no-bre), Kaksi
(jovem mulher/noiva), Chung (monge budista), Choraengi (servo palhaço),
Sonpi (estudioso), Imae (servo tolo de Sonpi), Bune (concubina),
Baekjung (açougueiro/carniceiro) e Halmi (velha)
E como curiosidade, as máscaras da
foto representam o Yangban, o aristocrata (a 1ª e 3ª máscaras da esquerda para
direita) e a Bune, a concubina (a 2ª e 4ª máscaras).