A estrada já estava cheia. Carros seguiam em diferentes direções, cada um carregando seus destinos, compromissos e talvez alguns pensamentos ainda sonolentos.
Mas, lá no fim do caminho, o sol nascia. Amarelo, intenso, iluminando as nuvens e desenhando cores no céu. Acima dele, o azul começava a ocupar seu espaço, anunciando que um novo dia estava chegando. Por alguns segundos, a pressa parecia menor diante daquela beleza.
E pensei que, mesmo nos caminhos mais movimentados, a vida encontra um jeito de nos oferecer pequenos convites para olhar para cima — ou, nesse caso, para o horizonte.
Talvez o dia comece assim: entre o movimento dos carros e a delicadeza de um céu que insiste em nos lembrar que tudo pode recomeçar.
Com carinho,
Maria Cristina
